sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011



Clare: É duro ficar sempre atrás. Espero ao Henry; não sei onde está e me pergunto se se encontrará bem. É duro ser a que fica.
     Mantenho-me ocupada. O tempo transcorre mais depressa desse modo.
     Me vou dormir sozinha, e só me acordado. Dou passeios. Trabalho até me esgotar. Observo o vento brincar com os escombros que arrastam o inverno sob a neve.
Tudo parece simples até que pensa nisso. por que a ausência intensifica o amor?
     Faz muito tempo os homens saíam ao mar, e as mulheres os esperavam, de pé junto à borda, escrutinando o horizonte para divisar o diminuto navio. Agora eu espero
ao Henry. Ele se desvanece sem querer o, de repente. Eu o espero; e cada momento dessa espera o percebo como um ano, como uma eternidade. Cada momento resulta tão
lento e transparente como o cristal.(...) (Prólogo do livro "A Mulher do Viajante no Tempo'')

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